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"Quando compartilhamos mais, podemos receber mais. Se estamos sempre compartilhando, criamos um fluxo que nunca para". (Rabino Shmuel Lemle)

Bem-Vindos ao blog "Aprendendo a Aprender" que tem como objetivo debater assuntos ligados a Gestão de Pessoas.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Gestão do Conhecimento

No século XXI, as empresas despertaram para um novo conceito, a importância dos novos modelos administrativos e junto com esses novos modelos surge a importância da valorização do conhecimento para a manutenção de uma vantagem competitiva, em um mercado cada vez mais globalizado.
A Gestão do Conhecimento trouxe uma revolução nos velhos conceitos, hoje, é tema de palestras, congressos e matérias em faculdades. Mais o que é Gestão do Conhecimento?
Segundo, Nonaka e Takeuch,1997. Gestão do Conhecimento é um processo interativo de conhecimento organizacional, a capacidade que uma empresa tem de criar conhecimento, disseminá-lo na organização e incorporá-lo a produtos, serviços e sistemas. (figura 1)





Afirmam ainda que: A criação do conhecimento representa uma perspectiva ampla e promissora, pois viabiliza a geração de inovações de forma duradoura. Isso por sua vez, permite vislumbrar a conquista de vantagens competitivas duradoura por parte das empresas criadoras do conhecimento.
A Gestão do Conhecimento está integrada a duas formas de conhecimento: Tácito e Explícito.





São considerados processos de conversão do conhecimento:




Socialização

socializaçãoTácito para Tácito): é o processo de compartilhamento de conhecimento tácito, por meio da experiência;
Externalização (tácito para explícito): é o processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos, por meio de metáforas, analogias, símbolos, slogans ou modelos;
Combinação (Explícito para Explícito): é o processo de sistematização de conjuntos diferentes de conhecimento explícito;
Internalização (Explícito para Tácito): está intimamente relacionado aos processos de “ aprender fazendo”, de incorporação do conhecimento explicito no conhecimento tácito, por meio da aplicação do conhecimento formal nas atividades de trabalho.
Com a globalização as empresas precisam estar cada vez mais preparadas e precisam cada vez mais de conhecimentos e na maioria das vezes esquecem que o conhecimento esta dentro da própria empresa, entre seu ativo mais valioso: seus colaboradores internos e externos. Cabe aos gestores destas empresas se aprofundarem mais sobre o assunto, gestão do conhecimento e inserirem de forma positiva em suas empresas.
A gestão do conhecimento passa, essencialmente, pelo compartilhamento de informações e as empresas para se manterem em nível elevado de competitividade passam a valorizar a importância do conhecimento dentro das organizações. Desta forma precisam valorizar o capital intelectual que possuem, pois quem detém o conhecimento decide se o compartilha ou não.
Nesta etapa entra mais uma vez os gestores (lideres) a fim de motivarem seus colaboradores e assim deter seus conhecimentos para beneficio da empresa. Devemos lembrar sempre que o conhecimento nasce e se desenvolve junto com o indivíduo e é cada vez mais importante a idéia de que o aprendizado na organização, com o conhecimento adquirido, é o seu principal diferencial competitivo.
Valorização do capital humano é o principal foco da Gestão do conhecimento.



Autor: Vânia Maria
28 dez. 2009

Sobre o Natal.


Então e Natal, e o que você fez?

O que fizemos durante todo o ano? Vamos começar tirando da gaveta aquela listinha que fizemos no começo do ano, onde constam nossas metas e desejos. O que conseguimos realizar, quais os desejos que vamos renovar para o próximo ano?
O natal é uma época onde voltamos nossos corações para a responsabilidade social, para os nossos irmãos menos afortunados. Nesta época aflora o amor e o desejo de ajudar, de fazer caridade é como se precisássemos nos redimir de alguma coisa; Talvez por não termos lembrado deles durante todo o ano.

O espírito natalino é algo inexplicável. Pessoas que durante todo o ano ignoram seus semelhantes e valorizam apenas seu pequeno mundo, no natal despertam deste mundo e observam que existem pessoas com necessidades muitas vezes maiores que as suas e é neste momento que visualizam a realidade.
E como forma de agradecimento pelo que conseguiram começa a corrida a orfanatos, asilos, favelas e hospitais.
Bom seria que o espírito natalino permanece-se em cada coração por mais 365 dias e não apenas nos dia 24 e 25 de Dezembro.
Bom seria lembrar sempre que os nossos irmãos, menos afortunados, sentem fome de alimentos, carinhos e atenção durante todo o ano e não apenas no natal.
Parabenizo aqui todos aqueles que despertam no natal e permanecem acordados durante todo o ano.
Então... É natal e seguimos fazendo nossas listas e promessas para o próximo ano, vão fazer juntos nossa lista de realizações para o próximo ano e vamos incluir a esta nova lista a responsabilidade social e desejar que ela seja realizada durante todo o ano e não apenas no natal.
Então... É natal e ano novo também, que seja feliz quem souber o que é o bem.




Autor: Vânia Maria 22 Dez. 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

A Gestão do conhecimento e a Motivação nas Organizaçoes

A Gestão do Conhecimento e a Motivação nas Organizações

por Pedro Serafim Filho Revista Decidir
Janeiro 1999

Há muito se sabe da importância do conhecimento e do talento humano como diferencial competitivo entre as empresas. Desde as organizações mais "primitivas", o bom produto (ou qualquer resultado) sempre esteve associado à maneira peculiar com que as pessoas faziam as coisas. Tal maneira sempre incluiu a forma de organização das equipes, o bom relacionamento entre elas e, principalmente, como transformam o conhecimento individual numa obra coletiva. Eventuais revoluções no "como fazer", decorreram da aplicação do conhecimento em associação com a experiência e a inteligência humanas.

Nos tempos altamente competitivos de hoje, não poderia ser diferente. Na verdade, com os competidores muito próximos, qualquer alternância na tecnologia pode decidir o momento do jogo. E tecnologia é, segundo os dicionários, totalidade (e aplicação) de conhecimentos.

Adicionalmente, com a evolução e o barateamento da tecnologia da informação, há um nivelamento entre os concorrentes no poder de aquisição de hardware e software. Consequentemente, nivela-se a capacidade instalada de cada competidor. Algo mais ou menos como algumas corridas de automóveis, onde os mesmos são absolutamente iguais e quem decide a competição é o braço (e a cabeça) do piloto.

Um indicador de que cresceu a percepção da importância do conhecimento nas organizações é a própria proliferação de matérias de revistas especializadas ou não, de livros publicados sobre o assunto e de palestras em seminários que tratam de gestão. Normalmente os temas desses materiais e eventos versam sobre talento humano, inteligência competitiva, capital intelectual, engenharia do conhecimento e gestão do conhecimento. Em comum, a reafirmação da importância de uma ação sistemática facilitadora, por parte da organização, no sentido de criar, utilizar, reter e medir o seu conhecimento.

É nesse ponto que nos deteremos na elaboração deste artigo.

Assim como em outras técnicas de gestão que têm sido destaque no estudo das organizações (qualidade total, reengenharia, administração estratégica, dentre outras), a Gestão do Conhecimento - tema que adotaremos por entendê-lo como a visão mais abrangente do assunto - tem sido apresentada de forma simplista, não no seu conteúdo, sempre rico em detalhes, mas na sua forma de implementação.

A Gestão do Conhecimento passa, essencialmente, pelo compartilhamento dos conhecimentos individuais para a formação do conhecimento organizacional. Sendo assim, a pessoa que detém o conhecimento é que decide se o compartilha ou não. Depende, portanto, do quanto está motivada para isso. Motivação é, dessa forma, uma questão-chave para uma bem sucedida Gestão do Conhecimento.

O conhecimento explícito e o conhecimento tácito
Apresentaremos algumas definições comumente utilizadas pelos teóricos da Gestão do Conhecimento. Entre elas está a definição de Polanyi (Citada em Nonaka e Takeuchi, Campos, 1997), para o qual há dois tipos de conhecimento: o tácito, referente à experiência, ao poder de inovação e à habilidade dos empregados de uma companhia para realizar as tarefas do dia-a-dia , e o explícito, ligado aos procedimentos, aos bancos de dados, às patentes e aos relacionamentos com os clientes.

Muito do que existe hoje em termos de tecnologia da informação, está vinculado à construção automatizada de registros do que definimos como conhecimento explícito. São grandes "armazéns de dados" que registram a experiência da organização e, até, de terceiros, além de uma grande diversidade de dados sobre o seu ambiente interno (processos, rotinas) e externo (clientes, fornecedores, governo, concorrentes). A partir dessa base, softwares de última geração conseguem realizar com rapidez o que o ser humano levaria muito tempo para fazê-lo: processar essa grande massa de dados e tirar dela informações relevantes para o sucesso do negócio.

A despeito dessa nítida vantagem da automação no trabalho com o conhecimento explícito, o mesmo não se pode afirmar com relação ao tácito.

O conhecimento tácito é sutil e pessoal. Fica armazenado no cérebro humano aguardando o contexto adequado para tornar-se explícito. Não depende de repetição da experiência. Pode ressurgir num evento totalmente distinto da experiência que o originou criando uma experiência totalmente nova.

Sendo assim, o ambiente psicossocial da organização passa a ser um fator determinante para uma bem sucedida gestão do conhecimento. O outro está dentro da pessoa: sua motivação.

Para Polanyi, os seres humanos adquirem conhecimentos criando e organizando ativamente suas próprias experiências. Assim, o conhecimento que pode ser expresso em palavras e números representa apenas a ponta do iceberg do conjunto de conhecimentos como um todo. E acrescenta: "Podemos saber mais do que podemos dizer".

O conhecimento e o estudo das organizações
No estudo das organizações, as questões centrais, além da evolução da tecnologia da administração, recaem sobre a posse dos meios de produção, originariamente de propriedade do trabalhador (o artesão) e, posteriormente, dominados pelas organizações. Outro aspecto central trata da divisão de tarefas como fonte da alienação do trabalhador. As obras de Taylor (Administração Científica) e de Weber (Burocracia) evidenciam essa proposital busca da alienação do trabalhador para (santo paradoxo!) obter em contrapartida o aumento da produtividade. Certamente esta foi uma época voltada mais para as mãos do que para a cabeça do trabalhador. Mas, independentemente da racionalização do trabalho, com o conhecimento (o explícito) gerado na administração, percebe-se nessas escolas a preocupação do uso do conhecimento tácito por parte dos empregados. Para Taylor, traduzida no temor de que os trabalhadores pudessem controlar o ritmo da produção. Na burocracia buscando reduzir a influência da organização informal sempre pairando acima dos regulamentos e normas.

A partir da formulação da teoria das decisões de Herbert Simon, encontramos evidências de uma maior atenção ao aproveitamento do conhecimento detido pelo trabalhador. Tal teoria preconiza que uma organização é um sistema de decisões. Desta forma, em todos os níveis da organização decisões são tomadas racionalmente visando a atingir objetivos. O indivíduo contribui para a organização na medida em que recebe incentivos e estará permanentemente avaliando o equilíbrio incentivo/contribuição.

As escolas mais modernas de administração incorporaram definitivamente a visão sistêmica e o estudo do ambiente das organizações. Na área das ciências sociais há uma crescente participação dessas no trabalho organizacional. Estes dois fatos e mais o crescimento do volume e da complexidade do ambiente competitivo fizeram com que os administradores se voltassem para os movimentos de gestão participativa. Primeiramente, na solução de problemas da produção. Atualmente também na tomada de decisões que envolvem questões críticas do negócio.

Resumindo, o trabalho organizacional buscou ao longo de um tempo retirar o poder de participação do trabalhador na realização e no resultado do seu trabalho. Primeiro pondo as máquinas industriais no lugar das ferramentas artesanais e obrigando-o a sair de sua casa para trabalhar. Depois diminuindo de tal maneira a sua participação no trabalho, através da divisão das tarefas, que o alienasse completamente das "coisas" da administração e utilizasse bem os seus braços. Hoje, o número de organizações é muito maior, praticamente não existem mais fronteiras comerciais e as máquinas ... bem, as máquinas todos os concorrentes têm as mesmas. A competição passa a ser ganha, então, por quem "pilota" a máquina. O modelo do "trabalhador-braço" não interessa mais; o que ele tem dentro de sua cabeça é o que faz a diferença. Só que, ao contrário das tangíveis ferramentas de trabalho retiradas pela força do poder econômico, dessa vez, excluindo processos cirúrgicos forçados, o "trabalhador-cérebro" vai precisar concordar em expor o seu intelecto.

A organização do conhecimento e o trabalhador do conhecimento
As chamadas organizações do conhecimento apresentam algumas características comuns. Uma se destaca fortemente: fazem uso intensivo da informação. A tecnologia da informação utilizada inclui ferramentas para trabalho em grupo, uma diversidade de meios de comunicação (correio eletrônico, INTRANET), redes internas de telefonia e de comunicação de dados, dentre muitas outras. Seu modelo de gestão inclui, obrigatoriamente, um número reduzido de níveis hierárquicos e utilizam sempre, independentemente da sua configuração de organograma, o trabalho interfuncional (times, células, grupos de trabalho e de solução de problemas). Por conseqüência, o processo decisório é acentuadamente participativo. Todo este desenho visa facilitar a coleta, a assimilação e o aproveitamento do conhecimento. Segundo Stewart (Campus, 1998): "Uma empresa tradicional é um conjunto de ativos físicos, adquiridos por capitalistas responsáveis por sua manutenção e que contratam pessoas para operá-los. Uma empresa voltada para o conhecimento é diferente de muitas formas (...) não só os principais ativos (...) são intangíveis como também não está claro quem os possui ou quem é responsável por cuidar deles". Na organização do conhecimento, portanto, o principal ativo é o capital intelectual.

Por extensão, o trabalhador do conhecimento é, essencialmente, a fonte básica da formação do conhecimento na organização do conhecimento. Numa composição de seu cérebro (inteligência e talento), mais a tecnologia da informação a seu dispor, temos o perfil deste novo trabalhador.

Este profissional, no seu dia-a-dia, analisa dados e informações, comunica-se intensivamente com os demais componentes de sua equipe, possui conhecimentos globais do negócio e especialização em sua área de atuação. Deste modo, conduz sua especialidade ao encontro dos objetivos do negócio. É, potencialmente, um profissional de vendas e aproveita todas as oportunidades externas à sua organização para vender: produtos, serviços, imagem e marcas.

Este perfil descrito é, ao nosso ver, o que apresenta o profissional do conhecimento que encontramos com mais facilidade, normalmente, um executivo ou um assessor. Isto pode fazer com que acreditemos que o trabalho do conhecimento continua restrito à administração. Convém, então, ressaltar a visão de Stewart: "(...) não é apenas o fato de que um número maior de pessoas está executando trabalho do conhecimento; o que está aumentando também é o conteúdo de conhecimento de todo trabalho, seja ele agrícola, operário, burocrático ou profissional". Em sua ascensão, o trabalhador do conhecimento altera a natureza do trabalho e a forma de gerenciar. O predominante modelo burocrático cede a vez a um modelo flexível, onde os relacionamentos são valorizados.

A Gestão do Conhecimento
Com algumas variações de um autor para outro, a Gestão do Conhecimento refere-se a todo o esforço sistemático realizado pela organização para criar, utilizar, reter e medir o seu conhecimento. Nessa definição buscamos abranger as visões de alguns dos autores respeitados nesse tema, porém, sem buscar um consenso.

Não havendo uma definição consensual, não há, também, uma metodologia única que seja defendida pelos vários estudiosos. Aliás, seria de estranhar se houvesse. Administrar o conhecimento na organização é um processo complexo que não admite receitas prontas. Seria um paralelo com o que o Dr. Deming (Marques Saraiva, 1990), no caso da Gestão pela Qualidade Total, cunhava como a "esperança do pudim instantâneo": "Um obstáculo importante é a premissa de que a melhoria da qualidade e da produtividade é alcançada repentinamente pela afirmação da fé". A Gestão do Conhecimento (e muitas outras técnicas administrativas) precisa, efetivamente, apoiar-se em um quadro refererencial que inclua tecnologia e pessoas. Técnica e comportamento humano.

Descreveremos a seguir, em linhas gerais, os pontos que, ao nosso ver, delineiam a prática da Gestão do Conhecimento nas organizações:



Criação do conhecimento: Consiste, basicamente, em transformar o conhecimento tácito em conhecimento explícito. Transformar os conhecimentos individuais em conhecimento coletivo, organizacional. Esforços neste sentido podem incluir a criação de fóruns de discussão de temas de interesse. É um trabalho de grupo voltado para a solução de problemas, para estudos dirigidos e estudos de temas abertos. O objetivo maior é provocar uma postura de reflexão sobre questões cotidianas ou não. O resultado final é a criação de novos modelos conceituais a serem usados imediatamente ou em oportunidades posteriores.

Utilização do conhecimento: Neste aspecto a Tecnologia da Informação faz, efetivamente, a diferença. Não adianta muito investirmos na criação do conhecimento se não houver, na organização, uma cultura de pesquisa voltada para o aproveitamento desse conhecimento. Imaginemos quantos recursos já foram despendidos na realização de seminários internos e, que fora o aspecto motivacional louvável, não se transformam numa base de conhecimentos a ser utilizada em experiências posteriores. Por outro lado, ainda que haja uma vocação organizacional para a pesquisa, ainda necessitaremos de facilidades para tal. Em suma, se toda vez que um projeto for iniciado, as equipes necessitarem mergulhar em montanhas de papéis e registros, é melhor esperar que ninguém o fará, preferindo desconsiderar as experiências já adquiridas em outras oportunidades.

Retenção do conhecimento: Reter, neste caso, pode assumir dois sentidos: o de assimilar ou o de preservar o conhecimento. No sentido de assimilar, a criação de modelos conceituais, como já citado, é particularmente válida como metodologia. Isto porque os modelos possibilitam um melhor compartilhamento e armazenamento do conhecimento gerado para posteriores aplicações. No sentido de preservar, a consideração mais importante na gestão moderna é a de que o conhecimento gerado constitui patrimônio, podendo, portanto, transformar-se em dinheiro. Um exemplo destacado dessa administração é transformar a carteira de patentes da organização em possibilidades de alavancagem da sua própria tecnologia, ou de possibilidades comerciais a partir da venda dessas patentes a interessados.

Medição do conhecimento: De uma forma simplista (e monetarista), podemos dizer que a quantidade de conhecimento de uma organização é a diferença entre o seu valor de mercado e o seu valor patrimonial. O preço de venda da Lotus à IBM, por exemplo, dá uma idéia da dimensão que este conceito pode assumir: 15 vezes o valor patrimonial da primeira. Medir o conhecimento organizacional parece-nos, a princípio, viável no nível do conhecimento explícito. O mercado, por sua vez, avalia o conhecimento explícito da organização e especula sobre o tácito. De qualquer forma, o conhecimento tácito é a "possibilidade" que valoriza a organização do conhecimento.


A motivação na organização do conhecimento
São muitas as teorias sobre a motivação e a satisfação das pessoas no e com o trabalho. Isto, por si só, já demonstra a complexidade do assunto. Neste estudo, nos concentraremos nas teorias que consideram a intencionalidade e as expectativas como premissas para o estudo do comportamento do ser humano na organização. Isto nos reporta ao estudo de Simon, já citado no capítulo 3 deste trabalho, que ressalta o caráter racional da busca de objetivos, sejam eles pessoais ou organizacionais. Colocaremos dessa forma, as organizações e as pessoas numa mesma base de estudo, onde ambas buscam racionalmente atingir seus objetivos.

Segundo Motta (Record, 1991): "... os indivíduos possuem objetivos que desejam alcançar e agem intencionalmente de acordo com suas percepções da realidade. A motivação se desenvolve somente depois de se ter um objetivo a concretizar. O objetivo é que dá impulso, ou seja, mobiliza as energias de um indivíduo e gera a intenção de se concretizar algo. Nessa perspectiva, a motivação se liga à ação (...) A intencionalidade do indivíduo é sempre associada à sua expectativa de realização."

Outra visão que nos parece adequada para o estudo da motivação no trabalho do conhecimento é a que define o "contrato psicológico". Não se trata de um contrato convencional, já que a sua maior parte não pode ser escrita e nem falada. Segundo Buono (Pioneira, 1992): "Algumas recompensas materiais e benefícios são especificamente estipulados e concordados, porém os fatores psicológicos, tais como a satisfação no trabalho e as expectativas de trabalho desafiante, tratamento imparcial e assim por diante são mais implícitos por natureza. Mesmo assim, embora não declaradamente esta 'renda psicológica' talvez seja o componente mais crítico do contrato".

Nessa ótica, a motivação depende de duas condições básicas:

Até que ponto as expectativas das pessoas sobre o que a organização lhes dará e o que eles devem dar à organização em troca coincidirem com as expectativas da organização em relação ao que ela irá dar e receber; e

Supondo que haja um acordo entre os dois conjuntos de expectativas, a natureza do que é efetivamente intercambiado (por exemplo, dinheiro em troca de tempo no serviço, satisfação social e segurança no emprego em troca de trabalho duro e lealdade, oportunidades de crescimento e desenvolvimento em troca de trabalho de alta qualidade e esforços criativos, ou combinação variadas dessas coisas).

Nas organizações do conhecimento, onde o trabalho intelectual será cada vez mais predominante, mais os contratos de trabalho serão psicológicos. Organizações e pessoas estarão mais envolvidas na identificação das expectativas dos outros. Reter talentos dependerá fundamentalmente disso.

Como acréscimo, na "era do conhecimento" os sistemas de autoridade com ênfase no controle e na coerção estarão definitivamente sepultados. Também as normas e os valores da organização serão decisivos para definir quem irá (poder/querer) trabalhar para ela.

Conclusão
Concluiremos nossa reflexão reafirmando o quanto será cada vez mais importante a idéia de que o aprendizado na organização, com o posterior conhecimento gerado e utilizado, é o seu principal diferencial competitivo.

Entendemos, também, que a Gestão do Conhecimento pode se constituir numa metodologia adequada à preservação e à boa utilização desse conhecimento em prol da sobrevivência das organizações no mercado competitivo. Ressalvamos, porém, a necessidade de inclusão com destaque nos passos de implementação dessa gestão, da questão da motivação. Na verdade, como questão central.

Não se trata meramente de uma visão humanista, mas uma questão de negócio. Uma idéia de que se a organização busca racionalmente aumentar os seus lucros, por outro lado, seu empregado também busca obter resultados positivos a partir de seu esforço.

Acreditamos que a Gestão do Conhecimento superará o incômodo status de "modismo" para se constituir, efetivamente, numa prática moderna de gerenciamento, ultrapassando os teóricos dos "pudins instantâneos" e tratando com seriedade a relação entre as organizações e seus empregados.

Incluirá, obrigatoriamente, o uso intensivo da Tecnologia da Informação, mas estará permanentemente voltada para a manutenção de um ambiente organizacional que seja, acima de tudo, inspirador. É assim que a criatividade é despertada nas pessoas.

Não nos esqueçamos das mudanças que vêm ocorrendo em todo o mundo. As pessoas aumentam os questionamentos sobre tudo e, principalmente, quanto ao seu trabalho. Buscar a motivação das pessoas com discursos ideológicos sobre a nobreza do trabalho, já não surtem os mesmos efeitos do início do século. Até porque ser um bom profissional (no sentido tradicional de eficiência, disciplina, etc.) já não é suficiente para se manter um emprego. É preciso algo mais, o que inclui a própria capacidade de renovar o seu conhecimento.

Sendo assim, todos (organizações e pessoas) estarão dedicados a administrar o seu conhecimento nos próximos anos. A grande maioria entenderá o valor desse capital intelectual nas suas vidas. O seu valor na lógica competitiva da economia. Estarão, pois, atentos à sua obtenção, utilização e, até mesmo, na sua medição.

Administrar nesse contexto exigirá cada vez mais gerentes de e do conhecimento.




Disponível em:http://www.perspectivas.com.br/g8.htm

Pilares da Gestão do Conhecimento

Revista Espaço Acadêmico - N° 58 Março de 2006- Mensal-ISSN-1519.6186
ano V


Os Três Pilares da Gestão do Conhecimento
“Information is data endowed with relevance and purpose. Converting data into information thus require knowledge.” Peter Drucker



Gestão do conhecimento tem três pilares, ou como costumo falar três C’s que compreendem Consultar, Compartilhar e Colaborar. Esses três pilares atuam de maneira transversal, exigindo a atuação em três dimensões: Ferramentas (ou mecanismos), Cultura e Capital Humano. Aqui, neste artigo, abordo principalmente a primeira faceta.

Informação é um bem dinâmico que possui um valor associado. Toda informação possui um ciclo de vida desde o instante em foi gerada, passando por sua organização, armazenamento, distribuição e utilização, até o instante no qual, eventualmente, perde seu valor e pode ser descartada, quando então se finaliza ciclo. Um fator crítico para o sucesso de empresas é sua habilidade de manipular e utilizar todo artefato de informação disponível. De acordo com pesquisa do Gartner Group, “Enterprise Content Management (ECM) will be one of the key application software areas during the next five years” [Austin 2005]. Além disso, há uma tendência das empresas dotarem o ambiente de trabalho de elevado desempenho, i.e. High-Performance Workplace (HPC), permitindo os profissionais de informação (PI) explorarem dados, desenvolverem processos e produtos inovadores, e atenderem a solicitações e demandas de clientes e fornecedores de modo eficiente. Este tipo de solução possibilita os PI’s localizarem de maneira efetiva conteúdo, artefatos e pessoas, bem como disporem de mecanismos de comunicação e colaboração efetivos. Aliado a isto está a necessidade de incorporar mecanismos de integração de aplicações às implementações de gestão de conhecimento. Nesse sentido, as funcionalidades da gestão do conhecimento ou KM (Knowledge Management) podem ser providas por meio de web services numa arquitetura orientada a serviços.

Cabe destacar que um diferencial de gestão é alcançado quando os gestores de uma empresa dispõe de mecanismos de acesso à qualquer artefato de informação de maneira contínua e customizada num curto intervalo de tempo, assegurando o uso efetivo de informações pertinentes a web organizacional (sistemas de informação na intranet da organização) e web global. Além disso, a instituição pode prover diferentes níveis de acesso e visibilidade às informações, dependendo das necessidades do usuário e em conformidade com a hierarquia de acesso a informação da instituição.

Note que a capacidade de compartilhar o entendimento ou consciência, criar conhecimento promovendo a aprendizagem organizacional, e prover suporte à colaboração permite transformar informação em vantagem operacional para empresa num mercado competitivo. Nesse sentido, há uma constante preocupação em transformar dados em informação e conhecimento de modo a promover um entendimento ou consciência geral de uma instituição, bem como disponibilizar o resultado deste processo aos gestores por meio, e.g., de um portal corporativo, permitindo a gestão de toda informação organizacional, conforme ilustrado na Figura 1.





Figura 1 – Transformação de dados em informações e conhecimento.



Vale ressaltar que a administração de uma instituição pode fazer uso da tecnologia da informação no suporte a criação e compartilhamento de conhecimento, possibilitando tomada de decisão de forma eficiente e segura. Esta necessidade tem se tornado num desafio devido ao crescimento contínuo do volume de artefatos de informação. Além disso, grande parte das empresas atua de forma centrada no conhecimento com os PI’s necessitando ter acesso a uma ampla variedade de conteúdo. Essa constante busca por informação se justifica pela demanda por otimização de recursos e agilidade da gestão. Nesse sentido, um ambiente de gestão do conhecimento (que inclui cultura e ferramentas) deve prover suporte às atividades de gestão do conhecimento de maneira sistemática, além da integração de aplicações, permitindo identificar, gerenciar e compartilhar todos os artefatos de informação. Isto inclui bancos de dados, documentos, procedimentos e políticas, bem como qualquer outro conteúdo (código, artefato, etc.).

É importante observar a convergência de gestão de conteúdo, portais e ambientes colaborativos resultantes de um ambiente de trabalho que requer interatividade centrada em tecnologia. Nesse sentido, o conhecimento de uma instituição pode ser encontrado em grandes massas de informações não estruturadas. Considera-se que a informação não estruturada pode ser empregada para observação de eventos (tendências / anomalias) nos dados de uma variedade de aplicações. Aqui, a gestão do conhecimento pode ser utilizada para buscar, organizar e extrair informação de múltiplas fontes. Há uma tendência de unificar os esforços de Business Intelligence(BI) e KM, onde se pode ter análise de dados e texto ocorrendo de maneira indistinta. A ênfase em KM, contudo, leva em conta os dados estruturados, bem como os dados não estruturados que compõem mais de 70% das informações existentes.

É justamente aqui que se tem um dos principais, se não o principal problema de Tecnologia da Informação (TI): a necessidade de lidar com dados não estruturados. Dentro desse contexto, verificas-se que web semântica pode ser empregada no tratamento de documentos web de modo que conhecimento, ao invés de dados não estruturados, possa ser acessado e gerenciado de maneira automática. Web Semântica é considerada como um mecanismo para prover estrutura e significado a Web, permitindo sua evolução de uma rede de documentos para uma rede de dados na qual toda a informação tem um significado bem definido, podendo ser interpretada e processada por humanos e computadores [Berners-Lee 2005a, Berners-Lee 2005b]. A Web Semântica oferece suporte a uma arquitetura em que metadados semânticos são usados para descrever o significado das estruturas da Web atual. No contexto de web semântica, metadados significam informações compreensíveis por máquinas sobre recursos da web ou outros objetos. Metadados são utilizados por agentes para compreender o significado dos recursos da web e permitir a manipulação destes recursos. Para proporcionar um modelo de metadados que descreva o contexto da informação de forma não ambígua ou redundante, torna-se necessário um vocabulário específico para descrever cada realidade, adicionado de axiomas que dão significado pretendido às palavras deste vocabulário, i.e., uma ontologia. As estruturas de organização da informação para web semântica definem formalmente relacionamentos entre termos, sendo formados por taxonomia. Vale ressaltar que a taxonomia é um componente de suma importância para gestão de artefatos de informação, como relatado pelo Gartner Group [Caldwell 2003].

Um aspecto final a ser considerado é a natureza evolutiva dos artefatos de informações. Nesse sentido, a web semântica pode ser empregada para fazer o tratamento e manipulação de artefatos de informação, de modo que conhecimento, ao invés de dados não estruturados, possa ser acessado e gerenciado de maneira automática. Perceba que a incorporação de taxonomia tem, adicionalmente, dois objetivos: (i) criar estruturas reutilizáveis que armazenem componentes de conteúdo, independente do formato ou local de armazenamento; (ii) permitir os usuários navegarem essas estruturas para terem acesso a um subconjunto de interesse.

A gestão do Conhecimento

Resumo do artigo:

A Gestão do Conhecimento:
O que há de mais Humano na Gestão.


A GC nos ensina a valorizar as perguntas. Hoje em dia as boas perguntas feitas no ambiente de negócios são tão importantes quanto as respostas conseguidas. Se tivermos as melhores perguntas e se temos perguntas que valem a pena responder, quase sempre encontramos quem possa respondê-las.
Sócrates dizia que conhecer os limites da própria ignorância é sábio, uma pergunta é a manifestação mais genuína deste conhecimento, devendo ser valorizado pelas empresas.
A identificação e uso efetivo dos ativos intelectuais esquecidos pelas estratégias é uma iniciativa de GC quase que completamente esquecida da literatura especializada. Conhecer seus ativos intelectuais, alavanca outros novos, posicioná-los mercadologicamente, alinhá-los estrategicamente e utilizá-los em sua plenitude, aproveitando a sua maior riqueza organizacional. Empresas que possuam os melhores profissionais do mercado, necessitam apreender a mobilizar seus ativos intelectuais em torno de objetivos estratégicos de negócios, sob risco de não sobreviverem.
Muitas pessoas estão em movimento e não trabalham necessariamente juntas. Tão importante quanto prover meios de colaboração é permitir que as pessoas se encontrem; colocar um novato ao lado de outro mais experiente para que aprenda com ele durante o trabalho é também muito relevante a gestão e a transferência de conhecimentos.
Na economia do conhecimento nada mais coerente que revermos nossas posturas e práticas. Tão importante quanto contratar as pessoas certas é refletir sobre as pessoas erradas que você contratou, é pensar sobre as certas que de maneira errada você não contratou. Leituras críticas a respeito de critérios prejudiciais que imperam nos processos seletivos e decisões sobre demissão de talentos são estratégias fundamentais a uma estratégia sólida baseada no conhecimento.
As praticas mais importantes para prosperar nos negócios em nossos dias, consistem em atrair e reter os melhores talentos e saber orquestrá-los dentro de uma estratégia do conhecimento. Considerando que o conhecimento genuíno só existe nas cabeças das pessoas. Em tempos de competição os arranjos do conhecimento são estruturas difíceis de copiar, permitindo a criação de barreiras competitivas aos concorrentes e a conquista de diferenciais que eliminam as disputas no mercado baseadas simplesmente em preço.



Figueiredo,Saulo, A Gestão do Conhecimento: o que há de mais humano na Gestão.Revista GC Brasil,São Paulo,n.02,p.11-13,Nov de 2006

A Importância dos Gerentes na Condução da Gestão do Conhecimento

Resumo do artigo:

A Importância dos gerentes na Condução da Gestão do Conhecimento



A crescente evolução na produção nos dias atuais teve como pedra de esquina, o processo mecanicista de produção, salientado por frederick Winslow Taylor e seus se seguidores; a visão do homem comparado a uma máquina, incentivado pela sua capacidade produtiva aonde os melhores trabalhadores deveriam ser estimulados a serem cada vez mais produtivos através de ganhos.
Nessa época as empresas começaram a conseguir ganhos de produtividade, deu-se ênfase ao modelo do esforço repetitivo, o desenvolvimento intelectual estava designado aos níveis hierárquicos mais altos,os administradores da época, não davam a importância ao desenvolvimento da inteligência do funcionário, cabia ao gerente a função de administrar, a função técnica cabia ao operador, aquele que era responsável pela produção.
Nos dias de hoje, o perfil do trabalhador deixou de ser mecânico para se tornar pensante, capital humano não só competente mais também participativo, competente o bastante para assumir responsabilidades.
Hoje é importante destacar a relação entre trabalhador e a sua formação; o maior desafio de uma organização deve ser o de criar a cultura voltada para o aprender a aprender. Não basta inserir no profissional um conhecimento especifico da empresa ou realizar cursos dentro dos moldes da instituição. Tornar o conhecimento produtivo requer que ele seja focado com clareza e alta concentração.
A teoria dos recursos Humanos mostra que captar pessoas faz parte de um todo. Para Chiavenato (1999, 291) “tornar o conhecimento produtivo é uma responsabilidade gerencial mais do que isso, um desafio organizacional”. Para o autor “o papel do gerente e primordial nesta mudança”. Hoje, muitas empresas têm buscado inseminar o desenvolvimento dos seus colaboradores.

Resultado da pesquisa.
Com relação a relação entre chefes e colaboradores, observou-se que muitos gerentes não possuem uma escolaridade condizente ao nível hierárquico assumido. Os gerentes devem possuir um mínimo de preparo para lidarem com o profissional do capital intelectual. Para Dessler (2003, 152) “muitas organizações têm oferecido seminários e conferências direcionadas ao desenvolvimento de gerentes (...) os mesmos são ministrados por universidades e faculdades”.
A pesquisa apontou a importância de um chefe no preparo do capital do conhecimento na iniciativa privada.




Nascimento,Frank A.,A Importância dos Gerentes na condução da gestão do Conhecimento.Revista GC Brasil,São Paulo,n.1,p.15-17,ago de 2006